Você já deve ter ouvido falar de mediação. Mas já experimentou os benefícios?

Durante muito tempo, a meditação não fazia parte da cultura ocidental. Aos poucos, esse cenário está mudando.

Grandes universidades americanas têm investido cada vez mais em pesquisas para desvendar os benefícios da prática da meditação.

A empresa Google é uma das grandes referências em programas de meditação para os seus colaboradores. Hospitais e escolas também estão introduzindo a meditação, inclusive no Brasil.

E quais são os benefícios que a ciência já comprovou? Inúmeras pesquisas sugerem que a prática da meditação, se feita por longos períodos, é capaz de alterar o funcionamento cerebral, com uma maior conectividade entre os hemisférios cerebrais; aumento do volume de massa cinzenta; maior fluxo de sangue para várias áreas neurais e aumento da plasticidade neural.

Entre as mudanças psicofisiológicas, foram observados a diminuição dos níveis de fadiga e ansiedade; uma maior quantidade de emoções positivas; a redução da pressão arterial e diminuição do ritmo dos batimentos cardíacos, medidas que também estão relacionadas com menos carga de estresse.

Se você tem interesse em começar a meditar, existem diferentes técnicas e é importante que você encontre a melhor para o seu perfil. Atualmente a ciência reconhece dois processos meditativos: o Concentrativo e o Mindfulness.

O Concentrativo define-se por escolher um ponto de concentração e manter a atenção focada nesse ponto.
Ele pode ser tanto interior (como a respiração), quanto exterior (a chama de uma vela, uma ikebana ou mandala, uma música).

Já o Mindfulness (“Atenção Plena”) consiste em focar a atenção sobre as sensações e emoções que vierem dessa vivência, sem julgamento.
Trata-se de parar e estar presente. Você pode fazer isso durante uma atividade rotineira como ao escovar os dentes.

Levando conscientização para as atividades cotidianas, podemos perceber quando estamos operando no “piloto automático”. Isto fornece uma oportunidade para que possamos entrar e residir no chamado “modo consciente”.

O conceito geral de meditação é justamente este estado de presença, ou seja, estar em conexão com o seu corpo, com sua mente e suas emoções, e a partir daí, com algo mais, com um estado divino.

Ou seja, um estado profundo e verdadeiro de conexão. Quando você se percebe, conhece o que te faz bem ou não e consegue gerenciar melhor as emoções e os pensamentos, aprende a se relacionar com você para se relacionar com os outros.

Vamos praticar? Concentrando-se na respiração.

• Escolha uma posição confortável e firme para o inicio da prática, com a coluna ereta.
Pode ser sentado (no chão ou na cadeira) ou deitado.
Para iniciantes é melhor sentado, pois o deitar pode favorecer o adormecimento.

• Inicie respirando profundamente 3 vezes. Na expiração imagine jogando para fora o estresse e o cansaço tanto físico quanto mental.

• Após as respirações profundas, leve sua atenção para a respiração normal de seu corpo.
Apenas perceba a sua respiração. Como ela entra e sai.

Sinta o ar entrando pelas narinas, a temperatura que ele está; sinta-o passando pela garganta, sinta a expansão do tórax e do abdômen.

• Ao perceber que se distraiu, simplesmente volte sua atenção para a respiração, sutilmente.

• Permaneça prestando atenção na respiração o tempo que for agradável, e aos poucos, com o passar dos dias, tente aumentar esse tempo.

Quer saber mais? Procure um profissional para te ensinar diferentes técnicas e ajudar a descobrir em qual delas você melhor se identifica.

*Patricia Thomaz é professora de yoga e meditação, empreendedora do Infinity Yoga Studio e jornalista.

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